Tempo – Ao vivo no InTR3Sessões#06

fevereiro 8, 2010 por Eek

Mais um trecho da apresentação da Eek no InTR3Sessões#06, em outubro de 2009. A canção é “Tempo”, composição de Diogo Braz. As Imagens são da TV Assembleia de Alagoas. Vale a pena ver…

Abraço forte!

Diogo Braz

Eu te batizo…

fevereiro 5, 2010 por Eek

O processo de dar nome às coisas sempre me pareceu tão aleatório e subjetivo quanto difícil… Mais difícil que escolher 8 ingredientes para a sua massa com uma mocinha na sua frente segurando um bloquinho impaciente diante da sua indecisão.

Sempre foi assim… Tive uns 4 cágados que se chamavam “Touché” porque sempre foi fácil batizar um cágado de “touché” por causa daquele desenho da Hanna-Barbera… um peixe chamado “vermelhinho” porque ele era…???? vermelho!!! uma banda chamada Eek, por que eu não sei…

Fico pensando: quando tiver um filho acho que ele vai se chamar “filho” até completar 18 anos e escolher o próprio nome… ou então colocarei Diogo Jr. Quer algo mais prático que um júnior?

Assim está sendo o processo de escolha do nome para o disco da Eek, que deve sair no primeiro semestre de 2010. Acho que, com o nome escolhido, será mais fácil pensar no conceito gráfico para ele…

De qualquer maneira, vou parando o texto por aqui pois o ar condicionado daqui quebrou e hoje faz mais um dia de calor infernal em Maceió. Não consigo raciocinar direito com a camisa ensopada, e o suor escorrendo pelas costas… também não quero pensar em nomes nessas condições…

Adeus, prometo retomar a discussão!

Aquele abraço

Diogo Braz

Minha vida de cão (InTR3Sessões#06)

fevereiro 4, 2010 por Eek

Trecho da apresentação da Eek na sexta edição do projeto InTR3Sessões, organizado por mim e pelo Wagner. A música é Minha vida de cão, composição minha que estará presente no nosso “debut album”, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2010… o vídeo é de outubro de 2009, vale conferir!

Sempre é bom agradecer ao Reneé, ao Paulo Poeta e todo o pessoal da TV Assembleia, que sempre ajuda no evento; ao Brebal, por deixar o som do InTR3Sessões no quilinho certo; Bruno da Brebal sonorização; Ao Leandro “Poker” Amorim, pela bateria e pela força que sempre nos deu; Ao pessoal do SESI-AL; Ricardo Telles e todos da Educativa FM; Renata Baracho, Fabi Freitas e Nathália carioca, pelas fotos; Guilla e banda e Gato Zarolho (foi uma honra dividir o palco com vocês, galera!) e a todos que foram, todos mesmo… e principalmente a todos aqueles que eu possa ter esquecido agora, mas que não esqueceram da gente… Muito obrigado!

Aquele abraço

Diogo Braz

Acho que já li esse livro…

fevereiro 4, 2010 por Eek
Revirando o HD, encontrei um texto de julho de 2006… espero que ele deixe de ser atemporal algum dia… segue abaixo:
“Nunca mais havia me sentido de tal forma… Realmente vivemos numa montanha-russa: momentos de altos e baixos. Se me encontrava abatido pelo desânimo de fazer música autoral em Alagoas, animo-me ao lembrar de um show que fizemos numa dessas sexta-feiras chuvosas do mês de julho. Por trás das reticências cantadas ao microfone e tocadas pelos intrumentos estávamos nós 4; na platéia, estavam os amores, os camaradas e outras pessoas, umas que prestavam atenção e outras que apenas deixavam a música entrar e sair dos ouvidos. Não foi nada de espetacular, mas foi um show bacana. O que faz da vida importante são as sutilezas, os detalhes… o que dá gosto à comida são os temperos, e os temperos são encontrados simplesmente na natureza.”
Esse texto foi publicado num blog que eu mantinha e que ninguém visitava também… :) Ele falava sobre uma apresentação que a gente havia feito no Babasom poucos dias antes. Realmente, não teve nada demais… foi somente um show bacana. De lá para cá nada mudou muito, continuamos fazendo shows bacanas :)
Aquele abraço!
Diogo Braz

Eek na MTV

fevereiro 3, 2010 por Eek

Lá vai mais um vídeo empoeirado da nossa prateleira… foi uma aparição da Eek na MTV de Alagoas, acho que em 2005. Como vocês podem notar, a  formação ainda contava com os queridos João e Kako.  Foi bem bacana, acho que nossa primeira aparição na TV aberta… Tocamos Contando as horas, composição minha e que abrirá o tal CD que a gente está gravando… Temos outros vídeos pra postar ainda, mas estou enfrentando uns problemas com a conversão dos formatos…

aguardem e, enquanto não resolvo os problemas, vejam isso aqui:

Abraço forte!

Diogo Braz

O sucesso não visita seus avôs no asilo…

fevereiro 3, 2010 por Eek

Existem dias em sua vida em que o céu está um pouco cinza, o vento frio balança as palhas do coqueiro de um jeito tão catastrófico que você pode jurar: ele está puto com alguma coisa… Esses dias começam como outro qualquer, você abre os olhos e, de alguma forma, parece sentir um pouco de toda a energia do mundo… e o mundo não é um lugar feliz. Nesses dias você costuma pensar na vida que tem levado.

Os anos passam tão rápido, quando menos esperamos já estamos na nossa terceira ou quarta década de existência… desperdiçamos tanto tempo com coisas que não nos levam a nenhum lugar, não tivemos tempo de fazer tudo o que sempre sonhamos… como fomos babacas!  Agora é cumprir tabela! Mas algumas vozes dentro da cabeça ainda repetem “antes tarde do que nunca”. Talvez ainda haja tempo para fazer o que quer que seja que tenhamos vindo fazer aqui. Garanto que, se você está envolvido com música, a missão que você enxerga ter na vida está relacionada com ela.

Uma banda de rock é perecível para o mercado… Não se engane achando que você pode iniciar uma carreira de sucesso mercadológico aos 30 anos de idade só porque os Rolling Stones ainda fazem sucesso quase aos 70… A juventude está para o mercado fonográfico assim como o petróleo para a indústria automobilística. Sim, pode-se fazer carros movidos a outros tipos de combustível. Também pode-se “vender” artistas saídos da puberdade. Mas isso não muda o fato de que a maioria dos exemplares de carro e de bandas nas paradas de sucesso sejam movidos a gasolina e juventude, respectivamente… Você pode discordar, mas penso que sucesso é você conseguir ganhar uma grana fazendo o seu trabalho: compondo, tocando, gravando, lançando, seja para um milhão ou bem menos que isso.

Eu não tenho pretensão de fazer o sucesso que se convencionou chamar de sucesso… eu prefiro seguir minhas próprias convenções… e não, não chegamos ainda ao que eu chamo de sucesso! espero que um dia a gente chegue lá, seja para um milhão de pessoas, ou bem menos que isso. enquanto isso, vejo o vento chacoalhar as plantas e penso como estou ficando velho…

Abraço forte!

Diogo Braz

1, 2, 3… Gravando!

fevereiro 2, 2010 por Eek

Olá, sou eu novamente!

Venho contar boas notícias desta vez, sem muita reflexão, pois se for parar para pensar em todo o processo no qual estamos envolvidos acho que levaria um pouco mais de tempo. Bem, nós iniciamos a gravação do nosso primeiro disco ainda no ano passado, junto com o grande brother e técnico de áudio Márcio Brebal… não me recordo o mês, pois já faz um pouco de tempo… deve ter sido em setembro ou outubro. Gravamos as baterias de todas as canções duas vezes, para ficar ainda melhor. O processo estancou, em boa parte por causa de nossa velha e costumeira acomodação…

Mas aí fomos selecionados num edital de música da Secretaria de Estado de Cultura de Alagoas, um edital com prêmio de incentivo na produção de CDs e DVDs… Nosso irmãozinho Emmanuel Sapulha, também técnico de áudio, também vai nos ajudar nesse processo de gravação.

Não é necessário dizer que ficamos felizes com o resultado da seleção, nem tanto pelo prêmio em si, mas pelo simples fato de termos sido selecionados. Temos 4 meses para entregar a bolachinha. Ainda no primeiro semestre de 2010 o disco deverá ser lançado… Não tem nome escolhido, não tem proposta gráfica concebida… Mas será uma gestação de 4 meses e esse filho deve nascer bonitinho… Mesmo com toda a burocracia envolvida, todo o próprio processo tortuoso de se gravar um disco (bem que me diziam que parir um filho é doloroso), toda a indecisão e todos os dois milhões de detalhes técnicos escondidos em alguns minutos do bom e velho rock n’ roll…

Abraço forte!

Diogo Braz

Organizando pensamentos…

dezembro 5, 2009 por Eek

Acho que hoje entendo quando escuto alguém falando que escreveu um livro, ou tem um blog, para organizar o pensamento… Tem dias que você quer sentar e escrever sobre sentimentos, opiniões, acontecimentos, coisas que estão rodando em sua cabeça há um tempo, mas você não sabe exatamente como são… escrevê-los talvez seja como tirar uma foto do momento em que você se encontra. Assim como as fotos nem sempre são bonitas, os textos às vezes cortam pés, cabeças, ficam meio fora de foco…

As canções também são assim, creio eu, já que possuem um elemento literário, um texto que chamamos de letra… enfim, o que importa é que compor também é uma forma de organizar o pensamento, de “jogar” no papel um pouco de você, ou então sair de você e encarnar outros personagens (isso! Algo como uma sessão espírita em um teatro… ou num circo)… às vezes é bom fingir ser quem você quiser, um estranho, e tentar pensar como essa pessoa pensa… no final das contas, vai ser o seu pensamento, mas creio que esse processo é interessante; assim como sentar com o violão em mãos, sem a mínima ideia sobre o que se escrever, buscar uma melodia e deixar brotar as frases, de acordo com as palavras que mais se encaixam nessas melodias… É um processo quase instintivo, e realmente música é isso. Não creio que a música seja algo dessa nossa natureza, música é algo que está em um outro plano, é uma energia que flui por entre nós. às vezes estamos mais sensíveis para captarmos essa energia e então compomos… no final das contas, creio que não sou eu que componho a canção, eu apenas tive a sensibilidade de captá-la e escrevê-la num papel. Não sei explicar ao certo… sei somente que música alimenta minha alma. Não me sinto um compositor, não me sinto um músico, me sinto um amante da música… eu me empolgo muito quando escutouma boa canção, quando descubro uma banda nova legal, gosto de escutar música… é como se eu dançasse por dentro (… não sei dançar, externar esses sentimentos em coreografia…)

Enfim, acho que ainda assim não consigo organizar meu pensamento sobre música… sou melhor sentindo que dizendo o que sinto…

Abraço forte!

Diogo Braz

Morreu na contramão atrapalhando o tráfego, ou Post sobre o show no Marista

novembro 19, 2009 por Eek

O dia hoje correu acelerado dentro da minha cabeça, mas passou lento pela janela do carro. Acordei cedo para melhor aproveitar o dia, espremendo compromissos inadiáveis entre as poucas horas que eu pensava possuir. Mas como pode alguém ter tempo para fazer algo? O tempo não se tem, pô! O tempo se encarrega de nos apagar. Ele passa por nós levando nossa juventude, nossas lembranças, esperanças, mas também as frustrações e decepções… nada escapa à borracha do tempo! 

Dentro do carro, pela janela, a Fernandes Lima era como uma artéria entupida de um cardíaco prestes a infartar. Os carros com as suas luzes de freio vermelhas como hemácias… Presos no congestionamento, correndo contra o relógio para tentarmos chegar no horário de mais uma apresentação da Eek, estávamos eu e Wagner, discutindo sobre como os anos estão passando rápido, como a vida passa depressa… e lá estava um cadáver estendido no asfalto, coberto com uma manta… talvez para afastar os curiosos, que saciavam sua nefasta curiosidade enquanto atrapalhavam o trânsito e a vida de quem queria apenas seguir seu caminho, de forma rápida, tal como a vida que se esvaiu daquele motoqueiro morto em acidente de trânsito na Avenida fernandes Lima. Como diria Chico Buarque, em sua Construção: Morreu na contramão atrapalhando o tráfego…

Já percebeu como a vida é frágil? Se você está vivo, não é para sempre. Mas uma vez morto, sempre morto… para sempre! A morte é eterna, colega!

Pela manhã, algo parecido também aconteceu: tráfego lento em todas as direções, protestos que bloqueavam ruas (sou contra esse tipo de protesto que atrapalha a vida das pessoas que não causaram os problema para a categoria que protesta), obras interditavam vias… talvez seja o momento para se discutir sobre os melhores meios de transporte, não acha? Não quero falar aqui que o automóvel é do mal, nem tampouco que ele veio para levar o paraíso ao homem. Somente acho que não dá para se pensar numa cidade onde o automóvel seja o único meio de transporte… Mais cedo ou mais tarde os carros vão entupir as vias assim como a gordura vai entupir as nossas veias. Metrô e trem até que iam bem… rima!  Enfim, isso será assunto para posts futuros. E nem venha dizer que existe trem em Maceió…

De qualquer maneira, chegamos ao teatro do colégio Marista… atrasados!  Ainda bem que não somos britânicos. Somos de Alagoas, terra que tem como caractarística a pontualidade… ou a falta dela! Ou seja: nenhum evento começa na hora marcada. Nunca! E com o Festival do Marista não foi diferente. Podem até dizer que começou atrasado porque o baterista da Eek não chegou no horário, mas os “simpáticos” amigos do som nem haviam colocado os microfones ainda… viu? a culpa não foi toda nossa :)  Mas isso parece fazer parte do folclore da cidade. Por exemplo: o InTR3Sessões começa pontualmente 30 minutos atrasado, algo como uma tolerância para o público que já incorporou o atraso à sua agenda. Enfim, não sei se é uma impressão particular, mas somente sessão de cinema e Ave Maria no rádio é que são eventos pontuais aqui na cidade.

Mas voltando ao motivo do post:  o pessoal da organização foi muito bacana em ter convidado a gente para tocar no evento. Temos de bater palma para esses jovens que organizam um festival de música tão bacana, onde o Rock é o estilo musical que mais se destaca!!! Bem diferente dos demais festivais de música do estado, que ainda parecem – todos – um festival de música “regional”…

Foi um show com um repertório semelhante ao que a gente tocou no festival dos nossos camaradas da Deslucro (no domingo passado), com algumas músicas que a gente não tocou na ocasião, como “Calendários”, “Chegando ao fim” e “Música de auto-ajuda nº4″…

Apresentação no Marista. (Foto: Sandro Regueira)

Foi um show dinâmico, mais rápido que o tráfego da Fernandes Lima…

Curiosidades: O Léo Tarja Preta tocou as primeiras músicas sentadinho num banco atrás das cortinas (tá feliz com o Fluzão, né, major?). Ficou aquele clima engraçado “cadê o baixista?” ; o gentleman da banda, Wagner, dirigiu seus peculiares impropérios à platéia mais uma vez (huehuhuah), O Chris só tinha uma baqueta pra tocar… teve de pedir uma emprestada; e eu esqueci a letra de “Tempo” e sigo mantendo a média de uma embromaçãoliterária por apresentação… acho que dá pra ganhar por saldo de gols.

Enfim, este também foi chato, né? não prometo mais nada… só penso agora no pobre motoqueiro abatido nessa guerra diária que é o trânsito nas cidades.

Abraço Forte!

Diogo Braz

E viva à República…

novembro 17, 2009 por Eek

O cheiro de açúcar impregnado nas paredes dos armazéns de Jaraguá parece estar no inconsciente coletivo de todos os alagoanos, formiguinhas sedentas por doces lembranças em dias sem sal. A paisagem, no final da tarde de 15 de novembro, remetia à metáfora de um formigueiro em meio às árvores da Praça Rayol: Era dia de show e uma boa quantidade de pessoas se acumulava em frente a um daqueles açucarados armazéns transformado, hoje, em casa de shows.

Seríamos a segunda banda da primeira edição do mini-festival “Deslucro convida”, sob o nome ”Deslucro convida Moptop”. É óbvio, entre as atrações da noite estavam: Deslucro (AL), Moptop (RJ), Bon Vivant (PE), Demodeè (AL) e nós: Eek (AL). Não éramos penetras nessa festa, muito pelo contrário, fomos convidados pelos anfitriões (o pessoal da Deslucro) que, no melhor estilo daqueles que convidam, nos ofereceram boa estrutura e atenção pra gente desempenhar a nossa função :)  Eles também esbanjaram a genuína hospitalidade alagoana pros forasteiros, e acredito até que estes se sentiram um pouco alagoanos naquela noite. O público também foi bem receptivo com todas as bandas.

Para encurtar a história (de qualquer maneira, posts com mais de 140 caracteres não são lidos até o fim depois do Twitter), o show da Eek foi muito bacana, pelo menos para a gente da banda. Ele teve um significado legal, como se a gente estivesse, naqueles 50 minutos, proclamando a nossa própria república, nas mesmas dimensões do palco. Levantamos a nossa bandeira com orgulho pátrio, cantamos nossos hinos, sem precisar de guerra… criamos nossa própria república, que não é mais de açúcar; é de som, suor e eletricidade.

Amanhã, dia 18 de novembro, temos novo show, no Teatro do Marista. Depois tem texto sobre a apresentação… menos chato, prometo! 

 

Abraço forte!

Diogo Braz